Volto já…

7 12 2009

Querido blog pessoal…eu sei que você anda meio abandonado nesse final de ano, mas sabe né? Muitas coisas pra fazer, pouco tempo para fazê-las…sobra pra você. Ou melhor: falta pra você.

Mas hoje dou até logo para pós (até ano que vem) e aí as coisas devem melhorar. Mas enquanto não dou até logo para a pós, para você digo: volto já!





Os dois extremos da fama

18 11 2009

Essa história de fama é bem engraçada e complicada. Não vou ser hipócrita: a fama me atrai sim. Uma pessoa que dança desde os 6 anos de idade, não pode negar uma atração pelo palco e pelos holofotes, que por sua vez só existem em essência diante de uma platéia. Mas a fama me atrai como forma de reconhecimento por algo que se faz. Algo BOM que se faz. Semana passada cruzei com os dois estremos da fama:

- Quinta-feira fui com uma amiga ver o solo do Felipe Andreoli, do CQC, no teatro Bibi Ferreira. De cara já quis comprar ingressos na primeira fileira e consegui. Dei risada, ouvi ótimas histórias e ainda participei respondendo umas das tantas perguntas que ele joga para a platéia e vem com microfone em punho colher a resposta. Depois de responder, eu que não sou boba nem nada, pedi para ele, que é muito lindo, um beijinho pela minha solícita resposta. Depois eu e minha amiga ficamos esperando ele sair para tirar foto e ele foi super simpático (apesar de atrasado para o Camisa 89 que faria naquela noite ainda, ao vivo, na 89 FM) tirou foto com todo mundo, mesmo que pedindo para ser rápido. Enfim, super educado com as pessoas que admiram, não só sua beleza, vamos ser honestas, mas também suas ótimas entrevistas do CQC, seu blog super bacana, seu programa de rádio, enfim, seu TRABALHO. Até eu que não tenho nem um pouco a tietagem na veia, nem me reconheci pedindo aflita uma fotinha. Mas por alguém bacana vale…o engraçado  é que ele mesmo escreveu sobre isso no blog dele no dia seguinte, dizendo como é bacana ter ídolos que nos inspiram. Esse é o extremo bom da fama.

- Na sexta-feira, dia seguinte, fui almoçar no restaurante da Câmara Municipal que é aqui perto e lá estava Geisy, a menina que quase foi linchada na Uniban por usar um vestido curto. Bom, para começar eu achei um absurdo isso que aconteceu…Cada um usa a roupa que quer, mesmo que ela não tenha nada a ver com o ambiente. De fato a roupa não tinha a ver lá, mas isso é problema de gosto e simancol da Geisy e não motivo para um motim. Quantas das meninas daquela faculdade nunca usaram um vestido curto? E quanto dos meninos daquela faculdade não deram uma cantada ou uma olhada para um par de pernas num vestido curto?

Maaaaas…tudo nesse país parece ter um mas…o que vem acontecendo depois disso é tão ou mais lamentável que o fato em si. Geisy, ao invés de estar horrorizada com a hipocrisia das pessoas e o quão frágil o conceito de livre arbítrio demonstrou ser justamente onde ele deveria ser mais difundido (uma faculdade), não se abalou nem um pouco e está aproveitando seus 15 minutos de fama. Estava lá toda plastificada, com cabelos alongados  e cacheados de forma tão antinatural que gritavam “eu não nasci dessa cabeça!”. Estava também sendo fotografada por uma pessoa do Diário de São Paulo e sendo alegremente “importunada” por pessoas que pediam para tirar foto com ela. A fama que deram para ela foi inevitável, mas o que ela está fazendo com isso é lamentável. Mais ainda são as pessoas que consomem essa fama inflável e que irá murchar como um balão de hélio. Esse é o extremo ruim da fama.

Eu sei muito bem os motivos que me levaram a querer tirar uma foto com o Felipe Andreoli, assim como lembro ter tido uma paixão platônica por um ator de teatro que vi uma vez em uma representação de “O Rei da Vela” de Oswald de Andrade com a Cia dos Atores, tanto que admirei o seu trabalho. Mas não consigo pensar em um motivo sequer  para alguém querer tirar uma foto com a Geisy.

A fama me atrai como forma de reconhecimento, mas não dessa maneira gratuíta. Eu poderia me interessar em ler uma entrevista da Geisy se o foco fosse como a liberdade de expressão foi ferida, mas pouco me importa se ela mudou seu visual, como estava em um site.

Semana passada vi de perto os dois extremos da fama…eu só não vi onde está a tênue linha que existe entre eles. Essa sim é difícil de enxergar!





Incurável auto-estima

12 11 2009

Eu fui almoçar com um menino e duas moças aqui da agência hoje. Na volta, quase chegando, um mendigo deitado no chão fala para o único homem do pequeno grupo:

- Tá bem hein irmão!

- É, tô mesmo…

- Dá uma pra mim?

(risadas de todos)

- Toma essa aqui ó! – empurrando uma das moça, rindo.

- Ah, eu quero a de saia…

Eita, além de pedir, ainda quer escolher? Os homens e sua incurável auto-estima viu!

E sim, eu era a de saia…





Quanto tempo demora para 1 ano e meio passar?

11 11 2009

Ontem chegou o dia…depois de meses enrolando para tomar minha decisão, fui lá e coloquei (novamente, 11 anos após a primeira tentativa) aparelho dos dentes. A expectativa é que o tratamento dure um ano e meio. Nossa, não sei calcular se isso é muito ou pouco. Esse ano de 2009, por exemplo, passou voando. A pós tá até que rápido e tem a mesma duração, mas um ano e meio de aparelho parece durar muito mais…

Talvez seja a convivência diária, 24 horas por dia, com esses ferros. Talvez seja a dor. Talvez seja o fato de cada refeição só chegar pela metade no estômago (a outra metade fica presa no aparelho). Talvez seja o fato estético que me incomoda horrores. Talvez sejam as datas importantes tipo “vou passar o natal de aparelho”, “vou passar o ano novo de aparelho”, férias, aniversário, casamento do irmão, da amiga, os próximos um ano e meio de beijos na boca, mais um natal, mais um ano novo…

Não sei…a verdade é que não faço ideia quanto tempo vai durar este um ano e meio!





Meu antigo Blog

6 11 2009

Essa semana sem querer cruzei com um antigo e completamente abandonado blog que eu tinha e onde postei poucas vezes. Relendo de leve os textos (não tive saco de ler quase nenhum inteiro) cheguei a uma conclusão: meu Deus! Como eu sou melodramática! Jesus na Cruz, quem é aquela pessoa que não sabe levar nada de forma leve? Credo. Tudo era motivo para uma reflexão que gerava um texto digno de carta de suicídio. E o tema? Sempre o mesmo. Ê vidinha chata hein? Aff. Apaguei tudo que tinha de mais meloso e deixei as poucas coisas que se salvavam. Mas foi uma boa terapia de choque que me alertou para não voltar a ser aquela mala sem alça que parecisa sofrer por prazer.





Pedicure no banheiro

5 11 2009

A que ponto chega a correria da vida né? Ontem, neste calor infernal que tem feito em São Paulo vim de rasteirinha, já prevendo fazer o pé e a mão que estavam horríveis, mas que eu não tinha tido tempo de fazer. Eu sabia que essa minha péssima mania de marcar as coisas na última hora, mais cedoou mais tarde ia se voltar contra mim e aconteceu ontem quando eu mal tinha coragem de olhar para os meus próprios pés. A pedicure só conseguiu me marcar na sexta e eu fiquei desesperada, sem saber onde enfiar os pés.

Não tive outra alternativa: peguei o algodão/acetona/esmalte que tenho sempre por perto aqui na minha mesa e fui pro banheiro. Imagine a cena! Pedicure sem tirar a sandália (senão ia borrar na hora que eu colocasse ela de volta no pé) sentada na privada e apioando as coisas na tampa do lixinho. Eu simplesmente agradecia que nenhuma outra mulher da agência quis fazer xixi nesse meio tempo além, é claro, de agradecer à flexibilidade que 14 anos de ballet clássico me trouxeram.

Deu para disfarçar vai…o que não deu para disfaçar é falta que faz ter mais tempo livre no “horário comercial”. Pode acreditar que faz falta!





Fato

5 11 2009

Eu prefiro ouro branco. Fato.





TPM – Tempo Para Mim

30 10 2009

Esse mês reparei que minha TPM veio diferente. Ao invés de acentuar o meu já bastante latente grau de irritação, me pego numa instrospecção que não parece ter fim. Depois do meu final de semana all by myself, parece que eu achei uma forma de bem-estar auto-regulamentada até um pouco assustadora. Em uma semana que saí todos os dias, para colocar alguns papos em dia e ver pessoas queridas e que não consigo ver sempre, senti uma falta enorme de estar comigo mesma. Os encontros foram ótimos! Ótimos mesmo! Mas me deixaram com uma certa saudade de mim mesma. De só ficar lendo um pouco, ouvindo música, sonhando acordada…

Nunca na minha vida estive tão em paz com o fato de estar sozinha. Ando tão cansada que essa energia que dispenso (não é um gasto, porque coisas feitas com e para pessoas queridas não são gasto algum) com outras pessoas acaba fazendo falta no meio da semana quando me vejo afundando em coisas para fazer, pensar, falar, escrever, ler…

Deve ser por isso que esse mês a TPM não veio como Tensão Pré Menstrual, mas sim como uma necessidade (não atendida) por um Tempo Para Mim.

“Eu me amoooo, eu me adoroooo, não posso mais viver sem mim!!!”





Me, Myself and I

26 10 2009

Neste último domingo resolvi passar o dia com uma ótima companhia: eu mesma. Meus pais iam viajar e normalmente gosto de passar o domingo em casa de pijama. Mas como havia um filme da mostra de cinema de São Paulo que me atraiu resolvi ir ver by myself. A ideia de passar o dia sozinha, fazendo somente o que me interessasse, presa apenas aos meus pensamentos foi tentadora demais para que eu tivesse alguma ideia de quem mais convidar.

Acordei tarde, almocei e lá fui eu, logicamente atrasada, mas não muito preocupada. Como cheguei imaginar, a sessão de “(500) Dias com Ela” no Cine Bombril já estava esgotada, mas parada no meio do Conjunto Nacional, em plena Paulista, nunca que daria para pensar que a ida foi em vão. Atravessei a rua eu fui ver o que passava no Center 3.

O título em inglês é bem mais atraente e coerente.
O título em inglês é bem mais atraente e coerente.

Como estava na pegada de ver filminho grudento, comprei ingresso para “Te amarei para sempre” que conta a história de amor entre uma mulher e um homem que viaja no tempo. Portanto ela passa a vida esperando as idas e vindas dele. Bonitinho, diferentinho, gostosinho.

Depois fui xeretar a feirinha que não sei como não sabia que havia de domingo no Center 3. Várias barraquinhas que de sábado estão na Benedito Calixto, de domingo estão por lá. (Me lembrou Palermo de Buenos Aires ao domingos onde estilistas novos vendem suas peças em cabides improvisados no que a noite são bares e baladas) Vi muitas coisas legais, diferentes…mas não comprei muito porque graças à Virge Maria da Poupança, a maioria dos lugares só aceitava Visa e eu sou Master. (Ignorei o fato de que todos aceitavam cheque e meu talão estava na bolsa, por uma questão de apego à minha conta corrente). Mesmo assim parei num desses quisques de óculos e comprei um modelo que queria e que achei por um preço bem módico. Também comprei um vestinho bem verão. Bati perna até…

Ainda eram 5 da tarde…o dia rende quando estamos em nossa própria companhia! Voltei pro Conjunto Nacional e fui ver pela primeira vez (shame on me) a Livraria Cultura reformada. Fiquei besta…não com a livraria que já tinha visto em foto e na TV, mas com a quantidade de gente ali. Ouço dizer que brasileiro é um povo sem cultura, que não liga para isso. Nananinanão. Brasileiro gosta de cultura sim…só não pode pagar por ela, porque quem pode paga, consome, vai atrás de cultura. Ontem tinha até gente sentada no chão lendo na livraria. E a maioria não estava só caroçando não…muitos estavam com sacolinhas recheadas de cultura, digo, Livros, Cd`s, Dvd`s.

Há tempos que eu venho tentada a me render à série Crepúsculo. Às vezes sinto fata de ler uma coisinha leve, descompromiçada e uma amiga disse que estava adorando a série. Peguei o livro, deitei em um pufe amarelo e fiquei lá lendo…que delícia! Fiquei umas duas horas lá. Já era quase de noite e resolvi voltar.

Olha o meu pufe amarelo ali...

Olha o meu pufe amarelo ali...

Mas antes passei no caixa pra comprar o livro (ok, me rendi mesmo!), fiz o cartão de desconto da Livraria e passei no café que estava lotado (olha o povo consumindo aí!). Só pra fazer uma agrado a mim mesma peguei uma garrafinha de vinho. Ok, gosto mais de coca-cola, mas eu merecia fazer essa graça. Voltei para casa feliz da vida! Alguns dinheiros mais pobre, mas uma ótima experiência mais rica.

Amei passar o dia comigo mesma e cheguei a (modesta) conclusão que sou uma ótima companhia.





Comercial Preferido 2 – 1984

23 10 2009

O comercial que vou postar hoje é simplesmente o mais célebre da publicidade mundial, um verdadeiro mito. Tenho para mim que nós publicitários temos uma relação especial com a Apple. Aliás, mais que especial, me arrisco a dizer “narcísica”. Por ter uma ótima interface com programas gráficos, os computadores Mac são domintantes em qualquer agência. E publicitários já possuem uma certa tendência ao narcisimo (eu inclusa…quantas vezes já citei no blog que sou publicitária?), então a marca Apple faz um papel de materializar nossa profissão, como um crachá: eu sou publicitário, não uso PC, uso Mac.

Mas esse comercial não se tornou essa lenda só porque nós passamos a nos identificar com a marca…ele realmente é uma lenda em todos os sentidos, em todos os detalhes. Criado para o lançamento do Macintosh, em janeiro de 1984,  pela Chiat/Day de Los Angeles (hoje incorporada à TBWA), ele faz referência a um livro que eu adoro, o 1984 de George Orwell, que descreve uma sociedade completamente controlada, um ataque à até então supremacia da IBM.

Além do roteiro extremamente inteligente e inovador outros fatores ajudaram a tranformar o comercial, também intitulado de 1984, no mito que citei no começo do post: ele foi apresentado somente UMA vez na televisão, simplesmente no horário que tem o minuto mais caro da publicidade mundial, o intervalo do SuperBowl. Além disso, o diretor é o consagrado Ridley Scott. Somente a produção custou 1.6 milhão de dólares, mais a veiculação que somou mais 500 mil dólares ao orçamento. Tudo isso para ser passado somente uma vez!

A chamada final é simplesmente de cair o queixo de tão signicativa, provocativa e…verdadeira.

Não é a toa que este comercial se tornou um marco para a publicidade mundial. Para saber mais, vale muito a pena mesmo clicar aqui e ver mais informações sobre o comercial e uma análise mais profunda de todos os seus elementos.

Esse é um daqueles comerciais que eu respeito e admiro como se fosse uma entidade.

E sim, eu quero um Mac em casa ao invés de um PC…